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O que é um investimento em renda fixa?

23 set
Renda fixa

By: Leonardo Menezes

Economia / Investimento

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A caderneta de poupança é muito comum no cotidiano do brasileiro, mas não é a única aplicação que existe. Sendo assim, falaremos um pouco sobre renda fixa, onde se enquadra tanto a poupança quanto outros exemplos de aplicações até mais seguras do que essa

Entendendo a renda fixa

Assim como salientado em nosso texto sobre Tesouro SELIC (um exemplo de investimento em renda fixa), nós estamos sempre emprestando dinheiro. Esse valor será devolvido acrescido de juros, juros esses que serão calculados com base no tempo total do empréstimo.

Mas, afinal, quem empresta esse dinheiro?

A resposta é simples, podem ser empresas, bancos ou mesmo o governo.

Índices de rentabilidade

Na renda fixa, para o cálculo desses juros, é preciso estar atento a 2 índices essenciais. Em primeiro lugar, a taxa SELIC (taxa básica de juros da economia brasileira), em segundo, o CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro). Cabe ressaltar que as diferenças entre eles não são muito grandes, são porcentagens anuais que vieram sofrendo quedas consecutivas.

Gráfico 1 – Taxa SELIC e CDI em acumulados anuais

Comparação entre os índice de renda fixa acumulados de 2014 a 2019.
Fonte: CETIP; Receita Federal/Ministério da Economia
Elaboração: Grupo Nash Consultoria

A renda fixa tem como característica os riscos baixos, são as aplicações mais seguras da economia brasileira. Dessa forma, não rentabilizam tanto quanto um investimento de alto risco. Ainda que seguro, o investidor precisa saber das cobranças de impostos que incidem sobre a renda fixa. Esses impostos estão listados na tabela regressiva de Imposto de Renda.

Se você não lembra dessa tabela, confira o nosso texto sobre o Tesouro SELIC.

Por mais que não seja aplicada a todos os investimentos de renda fixa, ter consciência dos prazos e alíquotas do IR impede uma retirada propensa a prejuízos.

Remuneração da Renda Fixa

Existem 3 tipos de remunerações para as aplicações seguras, são elas:

  • Prefixado;
  • Pós-fixado;
  • Híbrido.

A remuneração prefixada trabalha com uma porcentagem fixa, ou seja, o investidor saberá o valor exato que receberá no vencimento da aplicação. Por exemplo, R$ 5.000,00 em 10 anos, com índice fixo em 5%, resultarão em R$ 8.144,47 ao final do período, desconsiderando descontos.

Enquanto que o pós-fixado trabalha com um índice como a SELIC ou CDI, em outras palavras, seus rendimentos variam conforme a variação desses índices. Desse modo, o pós-fixado é mais imprevisível do que o prefixado.

Por fim, o híbrido mescla ambas as remunerações, com parte do rendimento fixo até o vencimento e outra parte atrelada a um índice.

Em resumo, a renda fixa pode ser considerada segura, entretanto rentabiliza pouco. Ao passo que tem a função de ser uma reserva de emergência em um Tesouro SELIC ou uma poupança a longo prazo em um rendimento prefixado.

Por conseguinte, a renda fixa pode ser utilizada de inúmeras formas, nas próximas semanas traremos um pouco mais sobre cada tipo de investimento de renda fixa, bem como suas características particulares.

Até lá, confira nossa matéria sobre a caderneta de poupança.

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